22 de nov. de 2008

C/C

Tudo o que eu queria dizer, mas não disse!
Take 01
- Mas por que a senhora quer encerrar a sua conta corrente?
- Porque eu resolvi guardar meu dinheiro embaixo do colchão!

Take 02
- Mas por que a senhora quer encerrar a sua conta corrente?

- Porque aquela história de abrir conta universitária só funciona na TV, aqui vocês me tratam muito mal, ao ponto de eu quase acreditar que não sou merecedora de ter uma “continha” nesse banco!
Pior, dava quase para acreditar que vocês estavam mesmo me fazendo um favor em ficar com o meu dinheiro, cobrar uma taxa mensal, não multiplicar ele em nada e ainda emprestar para outras pessoas e cobrar o dobro das infelizes.
- E eu?! Eu nada né?!
- E daí que o dinheiro era meu?! E daí que vocês nem me pediram para emprestar para outras pessoas?! E daí que eu não ganho nada com isso, afinal, vocês o guardam para mim!

Take 03
- Mas por que a senhora quer encerrar a sua conta corrente?

- Porque eu não consigo entrar no banco sem ter que tirar tudo de dentro da minha mochila, e por fim ouvir o senhor guarda dizer, "não tem guarda-chuva, moeda ou chave?"
- Claro que tem porra! Eu sou o Magaiver e vou assaltar a caixa com o meu super guarda-chuva de raio laser, depois eu vou jogar um pacote de 500 reais em moedas de 01 centavo na atendente e no grand finale eu vou explodir o banco com a chave do 007?!
- Mas alguém já assaltou um banco com um guarda-chuva?!
- Alguém já seqüestrou alguém com um guarda-chuva?!
- Ah, poupe-me né?!

Take 04
- Mas por que a senhora quer encerrar a sua conta corrente?

- Porque eu nunca fui convidada para subir para o segundo andar!
Lá só os “prime”! “Personalité”! "OuroCard” (leia-se: “Gold” que é mais elegante!!! )


Take 05
- Mas por que a senhora quer encerrar a sua conta corrente?
- Porque eu abri uma conta em outro banco que não cobra bosta de taxa nenhuma para guardar o meu dinheiro!
- Eles também não me dão a minha porcentagem por emprestá-lo, mas também não me cobram por isso! Lá é 25% melhor que aqui!
- “E a melhoria da merda”!

Tudo o que eu disse!

Take 06

- Mas por que a senhora quer encerrar a sua conta corrente?
- Ah, eu não tenho mais interesse nesta conta!




5 de nov. de 2008

Onde os anjos não ousam pisar!


Aqui, ali e aí!
Entre guerra de egos, melindres, mentiras e histórias infundadas!
Eu sigo em passos leves, artificialmente em harmonia.

18 de out. de 2008

panem et circenses

Pão e Circo

Sexta-Feira, 17 de Outubro de 2008 - 18:08

A política do pão e circo (panem et circenses) foi criada pelos romanos, que prevê o provimento de comida e diversão em detrimento da liberdade, com o objetivo de diminuir ou acabar com os conflitos.

Morrer com o ser amado - 1968

“Se o homem soubesse amar não elevaria a voz nunca, jamais discutiria, jamais faria sofrer. Mas ele ainda não aprendeu nada. Dir-se-ia que cada amor é o primeiro e que os amorosos dos nossos dias são tão ingênuos, inexperientes, ineptos, como Adão e Eva. Ninguém, absolutamente, sabe amar. D. Juan havia de ser tão cândido como um namoradinho de subúrbio. Amigos, o amor é um eterno recomeçar. Cada novo amor é como se fosse o primeiro e o último. E é por isso que o homem há de sofrer sempre até o fim do mundo - porque sempre há de amar errado.”

Nelson Rodrigues

13 de out. de 2008

Silêncio em meio tantos devaneios


Cena 01 – Praça em frente ao parque – Externa – Dia


Crianças de rua andam rápido, em direção oposta a minha.
Subitamente se aproximam, eu aumento o passo.
Fico com receio, penso coisas absurdas.

Eu: Será que vão me roubar?!


Cena 02 – Cruzamento– Externa – Dia

Um senhor distinto vem logo atrás das crianças, anda rápido.
Sinto-me mais segura, aumento o passo e tento passar rapidamente por elas para chegar logo ao senhor distinto que parece ter pressa, talvez também queira passar logo pelas crianças de rua.


Cena 03 - Praça em frente ao parque – Externa – Dia

Passei pelas crianças, elas pareciam assustadas, o homem realmente estava com pressa.
Caminho rápido pela praça, passo pelas crianças com um olhar gélido, o senhor finge não ver as crianças e passa por mim, indo embora.
Olho para trás e o vejo distante, as crianças estão atrás de uma banca de jornal, paradas.
Viro-me e continuo a andar.


Cena 04 - Praça em frente ao parque – Externa – Dia
Cinco minutos antes.


Ainda longe da praça vem uma garota caminhando


Crianças de rua brincam e riem alegremente na praça.
Um carro para perto do cruzamento e desce um senhor, de aparentemente 55 anos, um senhor distinto, de óculos escuros.
As crianças que estavam a brincar, param quando o senhor se aproxima e fala com duas meninas.

Senhor: Vocês querem brincar? E lhes mostra muito dinheiro.

Mesmo sendo crianças, foi uma quantia já mais vista antes por aquelas meninas.
As crianças se assustam, o vidro do carro abaixa, um outro homem na janela se põe a olhar para as meninas e solta um sorriso.
Assustadas, levantam e começam a andar rapidamente.
O homem do carro sobe o vidro e vai embora.
As crianças aumentam o passo e vêem uma garota caminhando na praça e se sentem um pouco mais seguras.

Atrás das crianças vem o senhor distinto, que tem pressa e não quer ser reconhecido por ninguém

Sutil



O que era pressa, agora é vontade de ficar;
O que já foi ansiedade virou sossego;
... já posso esperar.

Posso esperar, sentir e ouvir;
Conversar, sorrir e fazer piadas que só eu entendo!
Criar trilhas sonoras para os dias.
Escolher, mas mesmo assim mudar de idéia;
Criar teorias, fugir do desconforto, mudar de caminho;
Imaginar um curta-metragem para cada situação.

Rir sozinha,
Não pela solidão, mas pelo essencial dito ontem.
Perceber a minha admiração pela simples escolha do verde.
Sutilmente em transição,
Sutilmente admirando.

su.til
adj. m. e f. 1.Que recebe facilmente as impressões (falando dos sentidos); agudo, apurado, delicado, penetrante. 2. Feito com arte e delicadeza.

10 de out. de 2008

8 de out. de 2008

estar en cierne



O lugar esquecido que chama atenção;
Os esquecidos que já não chamam atenção;
A noite que se torna curta;
Da interferência o sorriso único.